Setor de carnes avalia novas rotas para manter exportações ao Oriente Médio
Os exportadores brasileiros de proteína animal já avaliam nova rotas para continuar com as exportações para o Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, os envios que antes passavam pelo canal de Ormuz e Suez deverão ser redirecionados para rota via Cabo da Boa Esperança, ao sul da África.
“Já está sendo previsto um aumento de custos e também o aumento na demora na entrega dos produtos”, declarou Santin. Segundo ele, também são analisadas rotas via Turquia e outros portos da região, como Salalah, em Omã. “Tem produtos que estavam indo para lá, e os armadores que já estavam perto do destino no Oriente Médio estão aguardando os desdobramentos desse conflito para que a gente possa ver como vão se refazer as rotas de logística marítima”, completou Santin.
De acordo com a ABPA, o Brasil exporta cerca de 200 mil contêineres anualmente, sendo o Oriente Médio o destino de 25% das exportações do setor de proteína animal.
Em relação aos preços, Santin descarta impactos causados pelo conflito e compara a situação atual ao episódio de gripe aviária enfrentado pelo Brasil no ano passado.
“Passamos recentemente por um episódio bastante difícil, com fechamento de 28 mercados quando teve influenza aviária e não houve impacto imediato. O setor conseguiu ser resiliente e redirecionar suas vendas externas”, destacou Santin.