Exportações

Gado em pé ganha espaço nas exportações e “muda” rota da carne gaúcha em agosto

Emílio Pedroso / Agencia RBS
Gado em pé ganha espaço nas exportações e “muda” rota da carne gaúcha em agosto
Apetite dos turcos tem a ver com um programa estatal voltado à recomposição da oferta de carne e ao controle dos preços.

Fonte: GZH

A pecuária gaúcha encontrou um novo (ou velho conhecido) caminho até o consumidor. Em agosto, enquanto a carne bovina perdeu espaço no mercado chinês com o esgotamento da cota, a exportação de gado vivo disparou.

Em valor, esses embarques mais que dobraram na comparação com agosto de 2025, passando para US$ 44,1 milhões. Em volume, o crescimento foi de 66%, chegando a 13,1 mil toneladas. E o destino foi um só: a Turquia.

De acordo com relatório da equipe econômica da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o apetite dos turcos tem a ver com um programa estatal voltado à recomposição da oferta de carne e ao controle dos preços. Os animais que chegarem ao país continuarão o processo de engorda para, depois, serem abatidos por uma série de procedimentos religiosos — ou halal.

Para Renan Hein dos Santos, assessor de Relações Internacionais da Farsul, a explicação tem a ver com oferta e demanda:

— Tem gente atravessando o planeta para terminar o produto lá. E os frigoríficos não estão conseguindo competir com isso. É preocupante.

Para os frigoríficos, porém, o crescimento dos embarques de boi vivo traz um gosto agridoce

— A exportação é legítima, é uma alternativa do produtor, mas faço o alerta para a ocisoidade da indústria e tudo o que isso representa, de empregos e impostos — diz Ronei Lauxen, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs).

No mesmo mês, o grupo de carnes bovinas (processadas pela indústria local) cresceu 5,8% em valor, mas recuou 3,5% em volume.




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